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NONADA OU O SONETO DA SOMBRA
Escrevo agora o soneto da sombra
Eu desço por degraus profundamente Rememoro o essencial do ente Mãe das Chaves portas mentais nos abra Quero engenhar o pleno com a sobra Nonada eclipsado em desmaio urgente Vago no reino da fria corrente Quem de tudo se desfez ali obra Umbrais, morte e sono bis em idem O tudo querer para si é fome As duras lendas das pedras acodem Uma memória perdida e sem nome O mundo inteiro jaz sob sua ordem Noite que a tudo absorve e consome
Marconi Barros
Enviado por Marconi Barros em 17/02/2026
Alterado em 19/02/2026 |